Repórter demitida da Globo revela ter sofrido preconceito na emissora

A profissional relatou três casos diferentes nos quais sofreu preconceito!

Repórter demitida da Globo revela ter sofrido preconceito na emissora
Stars Insider

22/11/18 | StarsInsider

TV Bastidores

Substituída por Mari Palma no setor esportivo da Globo, a jornalista Camila Silva foi recentemente demitida e o assunto repercutiu na imprensa e redes sociais. Em entrevista para o site 'UOL', a profissional abriu o jogo e falou sobre a sua saída da emissora.

A jornalista fazia matérias para o 'Globo Esporte SP', desde o fim de 2016, onde cobria o dia a dia dos grandes clubes da capital e depois perdeu espaço para a colega de trabalho. Depois, Camila foi “temporariamente transferida” para a equipe da madrugada e fazia entradas no 'Bom Dia São Paulo'. “Nesse horário eu nem tinha como continuar. Tenho um problema crônico no pulmão que piorou nesse inverno dos últimos seis meses. Já estava pensando dar mais valor a minha saúde”, explicou.

A repórter revelou que os colegas de trabalho ficaram desapontados com o afastamento dela e que algum tempo depois veio a notícia da demissão: “Fui dispensada na quarta-feira, dia 7, com a explicação de que me esforcei mas que o esporte não está na minha veia e que toda vez que falo disso parece que tenho um ‘gap’. Essas foram as palavras. Cada um enxerga as coisas de um jeito. Pode parecer arrogância, mas prefiro os comentários de quem gosta do meu trabalho e que sempre diz que assistia ao programa por causa das minhas reportagens”, contou.

Na entrevista, Camila ainda relatou pelo menos três casos de preconceito que sofreu enquanto trabalhava na emissora: “Quando fui trabalhar na madrugada, um cinegrafista muito amigo meu perguntou: ‘Vão te colocar na madrugada? Essa gente está maluca? De noite, como vão fazer para trabalhar a luz com você?’. A preocupação dele era que eu era negra e que eu não ia aparecer. Obviamente deu tudo certo, mas quando ele falou pensei: ‘O que as pessoas acham que eu sou? Eu sou só negra’, mas estamos interiorizados com a história de as pessoas que trabalham no vídeo serem brancas.”

A profissional continuou e relatou um outro caso de preconceito: “No Rio, um cinegrafista falou para mim: ‘Você é muito bonita, eu já te vi no vídeo, você trabalha muito bem, tem feito coisas muito boas. Você só deveria fazer uma chapinha nesse cabelo, né?’. A gente fica até sem palavras. As pessoas são ruins? Não acho isso. Mas elas têm isso interiorizado e nem se dão conta.”

Camila contou mais um caso de constrangimento que passou: “Eu era a única mulher durante uma coletiva de imprensa do Corinthians. Dois homens começaram a brigar e um falou: ‘O que foi? Está naqueles dias? Está de ‘chico’ [apelido para menstruação]? Está assim, parecendo mulherzinha?’. Eu falei: ‘Vocês estão com algum problema psicológico? Porque esse comentário não faz o menor sentido’. As pessoas nem fazem ideia do quão preconceituosas elas podem ser com mulheres.”

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